sexta-feira, 25 de setembro de 2015

HD - DISCO RÍGIDO


O HD ou Disco Rígido é um hardware interno que serve para armazenar arquivos, programas, jogos e todo tipo de conteúdo que se deseja manter no computador. O sistema é, na verdade, mais um tipo de memória que existe dentro de um PC. No entanto, diferentemente da memória RAM, consegue manter arquivado o conteúdo mesmo após o computador ser desligado.
O disco rígido recebe este nome, pois o recurso consiste, essencialmente, em um ou mais discos extremamente firmes, lisos e microscopicamente uniformes. São nestas peças que ficam mantidas as informações do sistema. Para assegurar a boa qualidade da gravação, é necessário um equipamento com tais características, as quais impedem deformações durante o uso, que impõe ao disco velocidades de rotação altíssimas, as famosas RPM (rotações por minuto).
O coração de um HD é este disco, feito de alumínio ou vidro, nas versões mais caras, e com duas camadas de um material magnético aplicado nos dois lados. Essa parte, chamada platter, é o local onde se armazenam todas as informações do PC, inclusive o sistema operacional.



Os platters são afixados em um eixo de alumínio, capaz de girá-los em velocidades impressionantes de 5.600 RPM ou 7.200 RPM, nos modelos mais comuns e, até 15.000 RPM, nos modelos mais avançados.
Uma das peças responsáveis pela gravação das informações é um braço mecânico de alumínio. O braço movimenta-se sobre o disco rígido por meio de um mecanismo denominado voice coil, deslocando-se por impulsos magnéticos de repulsão e atração.
A função desse braço é deslocar um conjunto de ímãs, que formam as cabeças de leitura eletromagnéticas, as quais escrevem as linhas de informações nos platters ou as leem. Essas linhas são minúsculas e medem centésimos de milímetros e são, de fato, todos os dados contidos no seu computador.
Todas as informações gravadas no HD são escritas ou lidas por processos magnéticos que utilizam os imãs presentes na cabeça do braço de alumínio.
Quando se gravam informações, o campo magnético dos ímãs nas cabeças reorganiza certas moléculas da superfície magnética dos discos, alinhando os pólos negativos com os positivos e vice-versa.
Esses ímãs são capazes de mudarem sua polaridade para elaborar as informações em seqüência complexas baseadas no famoso “código binária” dos computadores. A polaridade da gravação irá determinar a informação escrita, se um “zero” ou “um”.
Acessar as informações escritas nos platters é possível porque as moléculas alinhadas no momento da gravação da memória produzem um campo magnético, que é lido também pelas cabeças eletromagnéticas enquanto estas se movimentam pelo disco.
Basicamente, existem duas maneiras para se medir o desempenho de um HD: A primeira delas é a taxa de transferência de dados (data rate, em inglês). A segunda, por sua vez, é o tempo de busca (seek time).
A taxa de transferência de dados nos dá o número de bytes por segundo que o disco rígido pode entregar à CPU. As taxas mais comuns estão entre cinco e 40 megabytes por segundo.
Já o tempo de busca, é o intervalo entre o momento que a CPU solicita um arquivo e o envio para a mesma do primeiro byte do arquivo. Tempos entre dez e 20 milissegundos são comuns nos HDs mais básicos.
  • HD externos: Os discos rígidos externos são HDs que não ficam conectados à placa-mãe do computador. São móveis e se conectam por meio de entradas USB, que permitem a troca dos dados. Para usá-los é bastante simples, basta conectar o cabo USB na entrada do seu computador que, assim como um pen drive, a pasta do drive abrirá automaticamente na tela. Para armazenar os arquivos, é só arrastá-los para dentro da pasta e, pronto. Os HDs externos podem servir para muitas finalidades como: fazer o backup de todos os arquivos do computador ou transferir dados.



  • SSD: É um dispositivo relativamente recente no mercado. Embora também seja usado para armazenar informações, assim como um HD, tem uma estrutura bastante diferente, permitindo alguns benefícios em relação ao seu irmão mais velho. O HD é formado por partes móveis e bem sensíveis, principalmente a choques físicos. Já o SSD ou solid state-drive (unidade de estado sólido), é composto por chips e placas, sem partes móveis, o que os tornam menos sensíveis a choques. Os SSDs possuem um bom número de outras vantagens em relação aos HDs: maior tolerância ao calor, mais silenciosos, usa menos energia, criam menos calor, pesam menos, têm maiores velocidades de inicialização e menores taxas de falha ao gravar a memória. No entanto, como toda a nova tecnologia, custam bem mais do que os tradicionais HDs.







MEMÓRIA RAM


A Memória RAM (Random Access Memory - Memória de Acesso Aleatório) é um hardware interno de armazenamento randômico e volátil de memória. Isto significa que esta peça armazena dados de programas em execução enquanto o computador está ligado.
É de acesso rápido, ou seja, é essencial para acompanhar a velocidade do processador. Este tipo de memória recebe as informações do HD, e as armazena temporariamente, disponibilizando este conteúdo ao processador. Seria muito mais lenta a execução de um programa caso o processador tivesse que procurar os dados diretamente do HD.
Um exemplo da utilidade da memória RAM é um documento de texto. Enquanto o usuário esta digitando e editando o texto, os dados ficam na memória RAM. Após o arquivo ser salvo em um diretório, passa a ser armazenado no disco rígido.
Caso haja algum problema com a máquina e a mesma desligue enquanto o texto esta sendo editado, as informações serão perdidas, e a ultima informação salva estará no HD. (Existem alguns programas que salvam automaticamente os arquivos no HD, em pastas temporárias, ou o usuário pode programar um tempo para salvar automaticamente, como os programas do Microsoft Office mais recentes).
Os jogos eletrônicos são alguns dos softwares que mais utilizam memória, assim como programas de edição de imagem e vídeo. No caso dos jogos, a cada segundo é necessário carregar uma nova textura ou animação, isto exige uma memória bastante rápida e ampla, ou os arquivos podem chegar ao processador com lentidão, causando assim o famoso “travamento” no jogo ou programa.
Existem três memórias RAM no mercado, basicamente: DDR DDR2 e DDR3, sendo a DDR3 a mais potente no mercado atual. Cada um destes tipos de memória tem uma velocidade, esta sendo medida em MHz. O avanço da tecnologia nesta área é surpreendente. A pouco tempo foram descobertos novos materiais para produzir o núcleo de armazenamento das memórias. É muito provável que logo estejam no mercado memórias RAM com 10 GB, ou mais.
Isto é necessário, já que os programas e aplicativos para computador não param de evoluir também. A cada dia são lançados programas e jogos que usam mais da capacidade do computador. É um tipo de guerra entre os criadores de programas e os fabricantes de peças. Quem paga caro por isto é os consumidores, que são obrigados a trocar suas máquinas a cada ano para poderem rodar tudo de mais atual.
Vale lembrar que um computador é um sistema de peças trabalhando em conjunto. Não adianta o usuário ter uma memória RAM de DDR3 e um processador fraco, ou então uma placa mãe de baixa qualidade.





PLACA MÃE


Computadores são sistemas que dependem do funcionamento equilibrado entre diversos componentes, e todos eles necessitam de uma placa-mãe, hardware interno, confiável para funcionar.
Na placa-mãe, todos os componentes que formam o computador são unidos e ligados entre si. Pode-se entender a placa como uma central que resolve problemas de espaço, uma vez que une todas as partes do sistema numa só, rede de fios, porque dispõem de caminhos que permitem a troca de informação entre processadores, memórias, placas e etc. Além de permitir o tráfego de informação, a placa também alimenta alguns periféricos com a energia elétrica que recebe da fonte do gabinete. Todas essas funções tornam o nome “mãe” algo bem lógico: sem ela, o computador é apenas um amontoado de chips e placas independentes.

O QUE FAZ UMA PLACA MÃE SER MELHOR DO QUE A OUTRA?


Embora muita gente pense no processador e memória como decisão de compra e esquece-se da placa-mãe, vale ressaltar que ela desempenha um papel decisivo na vocação de um sistema. Um computador mais simples, claro, pode abrir mão de algumas tecnologias para conter custos e caber melhor no estilo de vida do usuário. Já o oposto é obrigatório em um PC voltado para um sujeito mais exigente.
Quando você investiga as qualidades de um chipset e, portanto, de uma placa, vai precisar dominar alguns termos e tecnologias. Conhecendo o chipset da placa você sabe qual é o soquete, suporte a que tipo de memórias, quantas portas USB a placa oferece e etc.



Não que seja obrigatório, mas em geral placas voltadas para consumidores mais exigentes são pensadas para suportar hardware de ponta, como mais de uma placa de vídeo funcionando em paralelo, e também agüentar sem traumas o processo do overclock, que consiste em sobre alimentar de energia processadores, memórias e GPU.
Para não queimar, placas assim costumam ser construídas com capacitores mais resistentes, que usam materiais de melhor qualidade, e custo. Além disso, essas placas apresentam um aspecto mais robusto, com grande profusão de dissipadores de calor e chipsets de melhor qualidade.
  • Soquete: É o slot horizontal onde é instalado o processador de seu sistema. Evidente que toda placa-mãe possui um. Entretanto, cada geração de processadores, independentemente do fabricante, exige um tipo específico de soquete. Então é possível ter uma idéia da capacidade da placa e do seu compasso com as novas tecnologias a partir do tipo de soquete oferecido no modelo.
  • Recursos embutidos: Além de servir de base para que os componentes de hardware sejam instalados e conversem entre si, a placa-mãe também costuma carregar diversos recursos. Alguns modelos oferecem, por exemplo, saída de vídeo. Nestes casos, a placa possui um processador gráfico embutido, ou usa as capacidades gráficas do processador da máquina.
As placas-mãe também trazem portas de conexão. Ethernet, WiFi e Bluetooth, por exemplo, são bastante comuns, mesmo em placas voltadas ao mercado de entrada. Na maioria dos casos, esses serviços utilizam controladores próprios.








PLACA DE VÍDEO


As imagens que você vê em seu monitor são formadas por pequenos pontos chamados pixels. Mesmo nas resoluções mais baixas, a tela exibe mais de um milhão de pixels e o computador tem que decidir o que fazer com cada um deles para criar uma imagem. Nesse processo, ele precisa da ajuda de um tradutor. Algo que possa transformar os dados binários da CPU em imagens que você possa ver. A menos que o computador tenha capacidade de processamento gráfico embutido na placa-mãe, a tradução acontece na placa de vídeo.
O trabalho de uma placa de vídeo é complexo, mas seus componentes e princípios são fáceis de entender.



A placa de vídeo cria as bordas de uma imagem e depois as preenche com texturas e sombras.


Pense em um computador como se ele fosse uma empresa com seu próprio departamento de arte. Quando alguém na empresa precisa de alguma peça de arte, pede ajuda a esse departamento. Esse departamento decide como criar a imagem e coloca a idéia no papel. O resultado final é a idéia materializada em uma figura visível e real.


Os quatro componentes principais de uma placa de vídeo são as conexões para a placa-mãe e para o monitor, um processador e a memória.

Uma placa de vídeo funciona da mesma maneira. A CPU trabalha em conjunto com os aplicativos e envia informações sobre a imagem para a placa de vídeo. Então a placa decide como usar os pixels na tela para criar a imagem, enviando depois essa informação para o monitor através de um cabo.
Criar imagens a partir de dados binários é um processo trabalhoso. Para criar uma imagem 3-D, a placa de vídeo desenha primeiras as bordas da imagem com linhas simples. Depois, ela preenche a imagem, criando os pixels restantes. No fim, ela também adiciona efeitos de luz, texturas e cores. Nos jogos modernos, o computador faz esse processo cerca de sessenta vezes por segundo. Sem uma placa de vídeo para executar os cálculos necessários, o trabalho poderia sobrecarregar o computador.
As placas de vídeo cumprem essa tarefa utilizando quatro componentes principais:
  • Uma conexão com a placa-mãe para trocar dados e alimentação de energia;
  • Um processador para decidir o que fazer com cada pixel na tela;
  • Memória para armazenar informação sobre cada pixel e para salvar temporariamente imagens completas;
  • Uma conexão com o monitor para você poder ver o resultado final.

PROCESSADOR E MEMÓRIA


Semelhante a uma placa-mãe, a placa de vídeo é uma placa com circuito impresso que abriga um processador e memória RAM. Ela também tem um chip com sistema de entrada/saída, chamado BIOS, que armazena as configurações da placa, diagnósticos da memória e dados de entrada e saída durante a inicialização.
O processador de placa de vídeo, chamado de unidade de processamento gráfico (graphics processing unit - GPU), é semelhante a uma CPU. A diferença é que a GPU foi criada especificamente para executar complexos cálculos matemáticos e geométricos necessários para a renderização gráfica. Algumas GPUs têm mais transistores do que uma CPU comum. Esses processadores gráficos geram muito calor, por isso são posicionados debaixo de um ventilador (cooler) ou dissipador de calor.
Além de seu poder de processamento, a GPU usa uma programação especial para ajudá-la a analisar e utilizar os dados. As empresas ATI e nVidia produzem a grande maioria das placas de vídeo disponíveis no mercado e cada uma desenvolveu um projeto visando melhorar o desempenho das placas. Para melhorar a qualidade da imagem, os processadores usam:
  • Suavização de cena completa (full scene anti aliasing - FSAA), que suaviza as bordas de objetos 3D;
  •  Filtro anisotrópico (anisotropic filtering - AF), que torna as imagens mais nítidas.
Cada empresa também desenvolveu técnicas específicas para ajudar a GPU a utilizar cores, sombras, texturas e padrões.
Enquanto a placa cria novas imagens, também precisa armazenar em algum lugar as informações sobre as figuras já criadas. Essa informação é armazenada na memória RAM. São guardados dados sobre cada pixel, sua cor e localização na tela. Uma parte da memória RAM também funciona como memória temporária, que armazena imagens completas até o momento de exibi-las. Geralmente, a memória RAM de vídeo opera em altíssima velocidade e o sistema pode ler e escrever informações ao mesmo tempo.
A memória RAM está conectada diretamente ao conversor digital-analógico, conhecido como DAC (digital-to-analog converter). Esse conversor, também chamado RAMDAC, traduz a imagem para um sinal analógico que o monitor pode utilizar. Algumas placas possuem múltiplos RAMDAC que podem melhorar o desempenho e suportam mais de um monitor. O RAMDAC envia a imagem final para o monitor através de um cabo. 

MONITOR


O monitor é um dispositivo de hardware externo essencial para o uso do computador, porém são poucas as pessoas que se interessam por sua historia. Nos anos 50, a televisão ainda era novidade. Os computadores ocupavam vários metros quadrados, e eram utilizados cartões perfurados para armazenar, e papeis impressos para exibir os dados.
Estes computadores eram usados em grandes empresas, pois era inviável e inútil alguém ter um destes em casa. Naquela época, era ficcional existirem computadores pessoais, e também que estes tivessem uma interface gráfica (termo desconhecido na época).
A tecnologia começou a avançar cada vez mais, e com ajuda da tecnologia dos televisores, o monitor foi criado. Antes do monitor, foi desenvolvido o Teleimpressor, que exibia as imagens em uma tela de televisão, evitando assim um monte de impressões. O monitor só exibia as imagens dos códigos.
Utilizando os cabos dos vídeos-game, a maioria dos computadores dos anos 70 usava os televisores para visualizar os dados. Foi nesta época que surgiram os computadores pessoais. No ano de 1970 foi lançado o VT05 com um teleimpressor embutido.
Nos anos 80 foram feitas mais adaptações em relação aos televisores, e os monitores passaram a exibir cores. Não eram muito variadas, mais foi um avanço importante. Foi nesta época também que surgiram os monitores de cristal liquido, que quando foram criados, eram somente usados em notebooks, pois eram muito caros e com eficiência igual a de um monitor comum.
Os monitores de tubo estão perdendo espaço no mercado, pois são grandes e consomem muita energia. Os monitores LCD evoluíram muito, melhorando a imagem e a economia. Atualmente são os mais vendidos.
O LCD é usado em celulares e até calculadoras. Uma das muitas funções do LCD é permitir uma maior interatividade, com o touchscreen. Esta função é relativamente nova, e esta tomando conta do mercado. Com o touchscreen, basta tocar na tela e a função é executada.
Outra novidade nos monitores é o 3D. Com o monitor e uma placa de vídeo compatível, é possível criar o efeito 3D.
O futuro da projeção de imagens é o monitor holográfico. Este tipo de monitor irá criar um holograma com as imagens, sendo muito mais realista que o 3D, e não sendo necessários óculos.
Atualmente, os monitores podem ser usados para ver TV, e algumas TV’s usadas para conectar no computador. A tecnologia das TV’s e monitores estão se unindo novamente.





PENDRIVE


Este pequeno dispositivo já é obrigatório no bolso de muitos, e alguns até não vivem mais sem ele, pelo fato de ser um acessório prático e fácil de usar, compatível com praticamente qualquer sistema.
Tecnicamente o pendrive, hardware externo, é um dispositivo portátil de armazenamento com memória flash, acessível através da porta USB. Sua capacidade varia de modelo para modelo, mas os pendrives mais atuais já passam dos gigabytes de memória. Por ser pequeno e ter uma grande capacidade, ele já marcou a morte dos velhos e saudosos disquetes de 3,5 polegadas. Os CDs até tentaram substituir os discos flexíveis, mas sua portabilidade e praticidade não são maiores que a dos pendrives. Não há hoje nenhuma mídia portátil tão rápida na gravação e leitura dos dados, como é com os pendrives, o que os tornou populares muito rapidamente.
O termo “pendrive”, apesar de ser em inglês, não é utilizado nessa língua. Os países falantes da língua inglesa utilizam o termo “USB Flash Drive” ou outro nome similar. Pendrive pode ter sido o nome escolhido por alguns países pelo fato dos primeiros dispositivos portáteis com memória flash terem sido criados com aparência que lembrava uma caneta (“pen” em inglês). Outra possibilidade é a de que estes acessórios são tão pequenos que podem ser considerados até mesmo mais práticos de carregar que uma caneta comum.




TECLADO


Quando compramos um computador, a última coisa que notamos é o teclado. Apesar de ser uma peça muito importante, não só porque é através dela que interagimos com a máquina na maior parte do tempo, a maioria dos usuários não dá a devida atenção ao periférico e, na pior das hipóteses, acaba tendo problemas e precisando comprar outro, ou mesmo o uso incorreto acaba acarretando problemas de saúde. 

PARA QUE SERVE?


“Dã! Pra digitar né!” Essa resposta passou pela sua cabeça? Pois bem, a função do teclado é óbvia para a maioria dos usuários, mas digitar texto não é a única tarefa que o teclado pode executar. Suas teclas podem capturar imagens, serem usadas para navegar na internet ou trabalhar com as janelas, no caso de um problema com o mouse, executar comandos em jogos, etc. A resposta certa para a pergunta do subtítulo é: “o teclado serve como um dispositivo de entrada, isto é, para o envio de dados pelo usuário, que serão interpretados pelo computador e mostrados na tela”.

COMO FUNCIONA?


Existem diferentes tipos de teclado, cada um com funcionamento interno diferente. Por isso, mostraremos somente como os teclados comuns trabalham e daremos algumas curiosidades sobre os demais. Apesar do que muitos pensam o teclado não é um periférico simples, nem burro. Ele possui um microprocessador em seu interior, que interpreta a forma como as teclas são pressionadas. É o chip do teclado que interpreta que quando você apertar a tecla “O” seja impressa na tela a letra correspondente; da mesma forma, ele precisa entender a diferença entre “O” e a combinação “CTRL + O” (que no Word abre um novo arquivo).



É possível que você já tenha visto um teclado aberto — se não viu, recomenda-se que você NÃO abra o seu, pois seria como desmontar um relógio antigo: na hora de remontar, sobrarão peças e ele não funcionará como deveria. Você poderia pensar que um teclado de computador tem funcionamento semelhante ao das teclas numéricas de um celular, mas há uma grande diferença, pois o telefone não é capaz de interpretar combinações de teclas (os celulares top de linha já podem).



Dentro da parte plástica do seu teclado, existem “folhas” como as da imagem acima. O conjunto destas folhas é chamado de “matriz do teclado”. Dependendo do modelo, pode haver mais de duas, mas elas sempre terão aparência semelhante às folhas da imagem. Alguns fabricantes colocam uma peça de metal entre as folhas para separá-las e evitar contado entre os circuitos de cada uma, outras empresas utilizam outros materiais, e até o mesmo utilizado para as folhas que contêm os circuitos.
Quando você pressiona uma tecla, uma pequena corrente elétrica passa pelo circuito que está logo abaixo. O processador do teclado percebe o acontecido, verifica a posição do circuito em sua matriz e a letra ou comando correspondente, que consta em sua memória. Por exemplo, se você apertar a tecla que possui a bandeira do Windows, o chip perceberá que circulou energia no local e enviará para o PC o comando correspondente, que é a de abrir o Menu Iniciar. Ou seja, assim como qualquer equipamento eletrônico, o teclado interpreta impulsos elétricos e suas interrupções para gerar comandos ou caracteres na tela do seu monitor.

PADRÕES DE TECLADO


  • Layout: Você tem idéia do motivo que levou os fabricantes de teclado a colocarem as teclas na posição que conhecemos hoje? Por que será que a primeira letra é o Q, seguida pelo W, depois o E, até chegar à última, que é o M? A resposta é simples: este padrão — que é chamado de QWERTY justamente por serem as seis primeiras letras da seqüência — foi adotado porque já era utilizado pelas máquinas de escrever. O que foi feito foi simplesmente adaptar o padrão ao teclado dos computadores. Entretanto, existem diversos outros tipos de disposição de teclas.


As máquinas de escrever trabalhavam com “martelos” de metal, que batiam no papel para imprimir as letras. Sabendo quais teclas eram mais usadas, elas foram dispostas de tal maneira que os pequenos martelos não acabassem batendo um no outro ou travando em algum lugar no percurso do repouso até o papel, devido à velocidade com que as teclas eram pressionadas. Assim, o padrão QWERTY foi adotado porque ele tornava a datilografia mais lenta (estranho, não?) e, com o surgimento do computador, foi também transportado para os teclados modernos, facilitando assim a adaptação dos usuários.
Apesar de o padrão QWERTY ser o mais utilizado, ele não é o melhor. Na verdade ele é extremamente desconfortável se comparado a outros, pois exige um excesso de movimento dos dedos para ser usado. Existem outros padrões como o XPERT, que podem ser alternativas melhores, mais confortáveis e que talvez até aumentem a velocidade com que o usuário digita. Outro padrão é o Dvorak (que leva esse nome por causa de seu inventor). Projetado por August Dvorak, em 1920, esse tipo de disposição de teclas foi idealizado para facilitar a digitação, pois mantém as vogais em um lado e as consoantes em outro.



O teclado Dvorak é até recomendado para quem digita em inglês, pois ele faz com que o usuário precise mexer menos as mãos e, por conseqüência, se esforce muito menos para digitar. Além disso, existem dois outros padrões criados para quem precisa digitar utilizando somente uma mão (um padrão para a mão esquerda e um para a direita).


  • Conexão: A maioria esmagadora dos teclados que acompanhavam os computadores na década de 1990 utilizava o conector “DIN”. Com o tempo, os fabricantes começaram a lançar teclados que utilizavam o conector “mini-DIN” (ou PS/2), e foram inicialmente produzidos pela IBM e acabaram se tornando o padrão usado até hoje. Com a evolução do equipamento, adição de teclas multimídia e comandos adicionais, os novos teclados já estão sendo fabricados com um conector USB, que torna ainda mais fácil a conexão, devido à grande aceitação do padrão em todo o mundo. Porém, a maioria dos computadores ainda vem com as entradas PS/2 tanto para mouse quanto para teclado, mas elas devem cair em desuso em pouco tempo.


TECLADOS LEGAIS


Veja agora alguns teclados que podem fazer você ficar horas admirando uma vitrine. Alguns têm a proposta de melhorar a ergonomia, outros de facilitar e melhorar a interação do usuário com o PC.
A Econo-Keys é uma fabricante norte-americana de teclados fora do comum. Eles costumam sempre ter funções extras se comparados aos teclados normais. O modelo EK-76-TP é um prático teclado, feito de borracha, com conexão USB e compatível com Windows e Linux. Você deve ter notado pela foto que no verso do periférico ainda há um mouse no estilo touchpad. Quem precisa de praticidade vai querer ter um.



O teclado abaixo parece bizarro, mas faz os olhos de muitos gamers e artistas gráficos brilharem, pois suas teclas são totalmente configuráveis não só na função das teclas, mas na posição em que ocupam. Você pode literalmente colocar as teclas onde quiser e atribuir qualquer função a elas.



Seus amigos olham você digitando e o chamam de “dedógrafo”? Que tal usar um teclado que possua teclas em ordem alfabética, ao invés do padrão QWERTY? Pois um fabricante de periféricos pensou em você e lançou o Hunt n’ Peck, um teclado que pode ser usado de ambas as formas: no padrão normal, ou com as letras em ordem alfabética, para que você não tenha tanta dificuldade na hora de digitar. É possível utilizar uma tecla de função para alternar entre o padrão normal e o destinado a dedógrafos.




A Apple é a campeã quando falamos em design de computadores e periféricos. Usuários de MAC podem ter um teclado com um design minimalista, mas extremamente confortável. Ele possui opções com ou sem fio (USB ou Bluetooth) e está disponível no Brasil. Usuários de PC e Windows chorem à vontade, pois esse modelo não existe para máquinas que não sejam MACs.



O nome do teclado abaixo é parecido com o de um Transformer, e não é à toa. O Optimus Maximus é um teclado aparentemente normal, mas olhando mais de perto, você poderá perceber que ele é totalmente personalizável, além de ser lindo. Suas teclas possuem OLEDs (pequenas luzes) que acendem com as letras que representam. Mas não fica por aí, pois as teclas podem ser configuradas para mostrarem símbolos de ferramentas, comandos, programas ou mesmo imagens feitas por você.



Será que, em português, poderíamos ter um teclado que atendesse melhor as nossas necessidades e causasse menos dores nas mãos de quem utiliza o equipamento por longas horas seguidas?